O Memorial da Escravatura e do Tráfico Negreiro de Cacheu (METN) inaugura esta semana uma nova sala de exposição permanente, dedicada aos resultados das campanhas arqueológicas realizadas em 2023 e 2024 no território de Cacheu.
A nova sala apresenta um conjunto de peças originais recolhidas durante as escavações, incluindo objetos do quotidiano, instrumentos de trabalho e elementos de adorno pessoal, que permitem reconstituir as condições de vida das pessoas escravizadas que habitaram Cacheu nos séculos XVII e XVIII.
A curadoria da exposição foi desenvolvida em colaboração com investigadores guineenses e portugueses, seguindo uma metodologia de ecomusealização que coloca as comunidades locais no centro do processo de patrimonialização.
"Esta sala representa um passo importante na nossa missão de preservar e partilhar a memória da escravatura atlântica", afirmou a direcção do Memorial. "Os objectos falam por si — cada peça é um testemunho silencioso de vidas que a história procurou apagar."
A inauguração contou com a presença de representantes das autoridades locais, investigadores e membros da comunidade de Cacheu.